blog filosófico, cultural e político
Domingo, 17 de Julho de 2016
N - NADA

Nada somos - e, no entanto, é em nós que o universo ganha algum sentido.

blake1.jpg

 



publicado por henrique doria às 20:41
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016
O - OUVIR

Ouvir o som do sino onde nada toca.

SINO.jpg

 



publicado por henrique doria às 00:17
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Domingo, 10 de Julho de 2016
AS GALINHAS, OS HOMENS E AS MULHERES

"As galinhas, os homens e as mulheres vão todos para a cama", disse Paula Rego.

Mas há homens que vão para a cama com as galinhas, apenas porque esperam receber disso um doce de ovos.

marc-chagall-2.jpg

 



publicado por henrique doria às 10:44
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2016
VAN GOGH EM ARLES

Como não havia de ficar louco o pobre van Gogh ouvindo todas as noites os gritos de agonia dos gladiadores vencidos  para maior glória do César obeso e sedento de sangue, e os rugidos das feras atravessando os séculos, ali no seu quarto, mesmo ao lado da arena romana?

Como não ficar louco quando as prostitutas se riam da sua ejaculação precoce?

Como não ficar louco quando sentia o seu melhor amigo cada vez mais distante, como se ocupassem duas cadeiras vazias, uma humilde, a do pobre Vincent, outra rica, a de Gauguin?

Cortar uma orelha foi o sinal dessa loucura sim, mas, sobretudo, um sinal da impossibilidade do amor para Vincent.

VanGogh_quarto1.jpg

van gogh orehla.jpg

Arles-Amphitheatre--543.jpg

 



publicado por henrique doria às 23:18
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2016
SÓ O SONHO NOS SALVA

Só o sonho nos salva, neste mundo onde o sofrimento, a injustiça e o tédio seguram sobre nós a espada constante da morte.

rousseau.jpg

 



publicado por henrique doria às 18:20
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Domingo, 1 de Maio de 2016
NÃO SEI POR ONDE ANDA O MEU AMOR

 

Não sei por onde anda o meu amor

Nem sei se alguma vez foi o meu amor.

 

Hoje

O meu coração repousa

Na terra onde dormem as sementes

 

À espera.

MUNCH CINZAS.jpg

 



publicado por henrique doria às 21:13
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2016
VINCENT

Eu era esse nascido da raiva

Escondida no centro da terra

Feito de lume e lama inocentes

Entre o solene silêncio

Do Céu e do Inferno.

 

Esse era eu mas

Já nem reconhecia

O sol que ceifara o trigo

Da roda

Da vida.


Esse era eu mas

Os imensos dedos do silêncio

De que brotavam línguas

De fogo e mirra

Tapavam-me os lábios.

 

Eu era esse feno bêbado

Em que se deitava a cabeça da noite.

 

Eu era esse entre candeias

De gratidão e bondade

Uma foice negra cortando-lhe

O girassol

Do cérebro.

 

Esse era eu mas

O turbilhão azul

Angustiava-me ainda mais que as águas

E as catedrais:

Por ele eu perdera a minha orelha esquerda.

 

Eu era esse que só

Se submetia às marés

Do amor

E teria de morrer no regaço

Da mãe de infinitas cores.

VINCENT NOITE ESTRELADA.jpg

 

 



publicado por henrique doria às 09:13
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2016
PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA

Eram grandes e desesperados os verões de areia dos meus quinze anos, quando o desejo tinha a imensidão e o sabor do mar, e o amor era uma sarça ardente sobre as dunas de sede nunca saciada.

Então o sol crescia dentro do meu corpo, até o meio dia ser a meia noite, e a meia noite uma explosão solar.

DALI na praia.jpg

 



publicado por henrique doria às 09:11
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Domingo, 28 de Fevereiro de 2016
FRAGMENTO

O grande embuste da ideologia capitalista consiste em sustentar que o homem caminha só para um destino solitário, quando, na verdade, todos os caminhos e destinos se hão-de perder se não forem partilhados, e nunca o homem pode conceber-se a si próprio sem o outro.

cain-and-abel-1544.jpg

 



publicado por henrique doria às 10:30
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2016
SÓCRATES, O MAIOR SOFISTA

Sócrates foi não só um sofista, com o caráter que ele atribuia aos sofistas, mas o maior de todos os sofistas, um contorcionista da lógica que até na morte foi igual a si mesmo.

Em vez de se revoltar contra uma condenação injusta e alcançar a morte através da dignidade da revolta, teatralizou uma morte digna através da aceitação duma indignidade.

E, quando a pobre Xantiga se queixou:

-" Aqueles malvados juízes condenaram-no à morte injustamente",

Sócrates retorquiu:

-"Preferias que me tivessem condenado justamente?"

Foi a sofística no seu esplendor.

socratesapol.jpg

 



publicado por henrique doria às 00:36
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