blog filosófico, cultural e político
Domingo, 19 de Abril de 2009
O ETERNO RETORNO

NIETZSCHE

Aqui reside o eterno retorno, e não no modo como o considerava Nietzsche: porque no Ser existe uma escada para a perfeição.

 

HENRIQUE DÓRIA-Fragmentos.



publicado por henrique doria às 13:16
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4 comentários:
De L. C. a 20 de Abril de 2009 às 11:12
Nesta asserção existe a meu ver um erro dogmático: como é que alguém pode dizer com tanta certeza que não há unidade no universo? E não será a dualidade uma pura criação do espírito, ou antes da consciência que tendo consciência de existir não se consegue integrar no seio do Ser? Porque o Ser enquanto tal é tudo. Os animais ao contrário do homem encontram-se integrados no seio do Ser. Por isso para eles não existem dualidades. Morte e vida são uma e a mesma coisa. E se formos a analisar as coisas de uma perspectiva biológica reparamos que os animais, plantas etc. no sentido alargado da palavra, simbolicamente, não morrem pois que o que deles fica irá ser alimento para uma nova vida por Ex. em forma de bactérias etc. quer dizer biologicamente não há morte, mas só transformação.
Quanto aos conceitos do Ser e do Nada não existirá uma linha que os liga? Pois que seria do Nada sem o Ser e do Ser sem o nada? Enquanto conceitos não dependerão um do outro?
Isto porque só como conceitos linguísticos eles podem ser entendidos. Neste caso o que os liga, o ponto unificador é a linguagem. Sem a língua estes conceitos não existiriam como tal.
Quer dizer Ser e Nada são interdependentes e por isso formam um todo, uma unidade. Sem um não poderia existir o outro. Ao falarmos de Nada já se encontra implícito neste termo o Ser. Acontecendo a mesma coisa no caso reciproco. Isto demonstra-nos que há uma unidade entre os sois, pois que um encontra-se implicitamente no outro.
Por isso talvez possamos dizer que o Ser e o Nada sejam simplesmente duas faces da mesma moeda. A moeda representará assim a unidade. A morte e a vida serão por este modo partes inerentes ao Ser. O Ser é um processo que engloba morte e vida, destruição e criação etc. Ele segue os seus próprios princípios... O problema que vejo neste texto é que o autor parte do homem como medida de todas as coisas para tentar falar do Ser, em vez de partir do Ser como medida de todas as coisas para falar do homem. Dentro do círculo do ser o homem não é mais que um ente entre outros entes. A verdade é que o Ser não se rege por regulamentos humanos... Para ele a vida de um indivíduo não tem qualquer valor.

E ainda três perguntas: Mas será que haverá “ o homem “? Ou haverá “ os homens “? E será que haverá “ o mundo “ ou haverá “ mundos “ ?
E porque havemos de dizer Ser em vez de dizermos Nada? Não poderíamos trocar os conceitos?

Esta asserção também é interessante: “ porque no Ser existe uma escada para a perfeição. “

Ora para sabermos que existe no Ser uma escada para a perfeição, temos que ter um modelo representativo dessa perfeição. Mas onde está esse modelo? Ou que proporções tem esse modelo?

L.C.


De Graça Pires a 21 de Abril de 2009 às 18:31
O que é a perfeição?
Não sou muito dada a filosofar sobre o que não entendo, embora goste deste tema do eterno retorno que eu vejo como a repetição de gestos paradigmáticos, a renovação do tempo... Isto é o caminho para a perfeição?
Um abraço


De maré a 22 de Abril de 2009 às 15:46
e é nessa escada/escala
de eternos retornos aos princípios/paradigmas,
que se estabelece a génese de um novo paradigma.

caminhos de perfeição?! ou tão simplesmente a ilusão na sua busca?

Obrigado Henrique.

Luísa/maré


De Bruno a 23 de Abril de 2009 às 00:33
Não é no Ser. É no Estar.


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