blog filosófico, cultural e político
Domingo, 1 de Novembro de 2009
CORRI SOBRE AS ÁGUAS

( fragmento)
Corri sobre as águas com meus pés de basilisco
Fugi entre o mirto selvagem e o hibisco
Do meu rosto oculto
Ali estava o triste inferno
E eu queria ser célebre -escrito com a mão direita
- Lúcifer infantil de espírito
Diz-me eu sou a vida
E cinge-me com o seu ancinho.
Afinal ele está em cima mas é igual
Ao que está em baixo
Ambos me cingem com os seus ancinhos farsistas
Morais.Mas onde está a moral
Da Morte?
No céu pacífico apenas com o riso
Da Via Láctea semeio a areia
Dilacero-me a face
Com a faca mais fina pensando
Assim instruir-me no culto dos mortos
- Porque moro no Ocidente.
Ridícula ilusão é isto da invenção da arte.
ridícula ilusão que se inscreve em maiúscula
POEta
.
um beijo
De
justine a 2 de Novembro de 2009 às 08:30
E quem pode viver sem essa ilusão? Ridícula também a necessidade de metafísica, e no entanto...
(obrigada pela visita!)
De maré a 8 de Novembro de 2009 às 20:40
vassalos de deuses e demónios
desde Sócrates a Niietzsche
resta a faca e a ilusão
_____
um beijo Henrique
De dina maria marques a 17 de Novembro de 2009 às 01:08
Leio-te nesta ridícula ilusão de acreditar que a inventas ... em cada verso teu.
E é tão bom viver com a ridícula ilusão da invenção da arte....
na alma....
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