blog filosófico, cultural e político
Sábado, 5 de Dezembro de 2009
NASCE

PORTINARI

Nasce e volta a nascer do

Ovo inicial

Nasce como se um trovão

Te falasse

Nas horas enrugadas pelas lágrimas e depois do fogo.

 

Despe as tuas insígnias

E dá-te

Com a nudez da árvore

Que vem

Do tempo mais antigo.

 

Mesmo com uma ferida escarlate

No rosto do sol

Faz do nascimento um meio

De vida e nasce nasce sempre

                                                           Até à morte.

 



publicado por henrique doria às 08:55
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10 comentários:
De maré a 5 de Dezembro de 2009 às 09:38
mesmo que o vento rasgue a carne de um tempo mais antigo
mesmo que a noite te possua da feroz sombra do eco
re.Nasce
com o fulgor da boca que acolhea doçura dos ninhos.

________

Henrique, muito, muito obrigado pelo convite. Ainda te direi algo nos dois primeiros dias da semana
deixo-te o meu mail luana-49sh@hotmail.com

e um largo um abraço


De vermella a 5 de Dezembro de 2009 às 12:39
Nacer e morrer camiñan unidos sempre pola vida,ben certo que o nacemento é un medio....
obrigada pola visita.


De Graça Pires a 6 de Dezembro de 2009 às 17:07
Há luz nos olhos de quem nasce quantas vezes é preciso...
Um abraço.


De SMA a 6 de Dezembro de 2009 às 19:21
As dores do nascimento, anuncia esse fim... de morte
.
.
.
belo andar pelo advento.

bjo
Gostei muitoooo


De maria manuel a 6 de Dezembro de 2009 às 21:29
(re)nascemos todos os dias. sobrevivemos assim, com a força do sol até à morte.
gostei muito do poema.

obrigada pela visita ao meu blog. um abraço.


De dina maria marques a 6 de Dezembro de 2009 às 23:25
Quero morrer até nascer de novo.

Beijos.


De piano a 7 de Dezembro de 2009 às 10:40
tão belo quanto uma ferida pode ser desde que seja aberta pelo sale fechada pela cal.....

belíssimo este "corte"....


abraço.


De manuela baptista a 7 de Dezembro de 2009 às 21:24
vim aqui

espreitar os deuses

e convidaram-me a nascer
como a voz de um tempo mais antigo
que nos sussura ao ouvido

um abraço

manuela baptista


De gabriela rocha martins a 15 de Dezembro de 2009 às 23:08
excelente retrato de VIDA



.
um beijo


De asvelasardemsempreateaofim a 30 de Dezembro de 2009 às 23:18
Lembra te:

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
[Carlos Drummond de Andrade]

Bjos Bom Ano!


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