blog filosófico, cultural e político
Sábado, 31 de Julho de 2004
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Dizia Wittgenstein:
"O prazer que me dão os meus pensamentos é o prazer que me dá a minha própria e estranha vida."
E questionava-se: "Será isto alegria de viver?"
Para Wittgenstein a vida era o pensamento, e a alegria de viver esgotava-se na luz intensa do pensamento em si.
Para mim, depois de ler e pensar, por exemplo Wittgenstein, por exemplo, George Steiner, o pensamento não me dá alegria, mas uma melancolia tão inexplicável como uma moeda que numa face tem a alegria do pensamento, e na outra a certeza da morte - e, entre ambas as faces, esse sentimento inquieto que é o amor.

HENRIQUE DÓRIA


publicado por henrique doria às 18:31
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A eternidade só faz sentido porque nela está gravado o tempo desse ser tão efémero que é o homem.


publicado por henrique doria às 18:15
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2004
HEI-DE CAIR NOS MEUS OLHOS
Hei-de cair nos meus olhos
Que um dia se afogarão
Entre colinas douradas
Colinas em coração.
Hei-de cair nesse poço
No fundo dos seus anéis
Negros frios e fechados
Onde não mais brincareis.
Hei-de cair duma torre
Hei-de cair dum balcão
Hei-de cair duma flor
Segura na tua mão
Mas um cavalo turquesa

Será minha salvação.

HENRIQUE DÓRIA - Mar de Bronze


publicado por henrique doria às 22:42
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Domingo, 25 de Julho de 2004
SAFO
poetesse---.jpg


publicado por henrique doria às 10:54
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Desde há muito que me pergunto
Quando terás tu prazer comigo.

SAFO, traduzida por Eugénio de Andrade


publicado por henrique doria às 10:08
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Quem é belo é belo de ver, e basta;
mas quem é bom subitamente será belo.

SAFO, traduzida por Eugénio de Andrade


publicado por henrique doria às 10:04
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JÁ NÃO CONHEÇO A NOITE
Já não conheço a noite, terrível anonimato da morte
No porto da minha alma ancora uma frota de astros.
Estrela da tarde, sentinela a refulgir na brisa
Celeste de uma ilha que me sonha
A proclamar de seus altos rochedos a alvorada
Meus dois olhos num abraço te acolhem com o astro
Do meu vero coração: Já não conheço a noite.

Já não conheço os nomes de um mundo que me nega
Leio as conchas, as folhas, os astros com clareza
Meu ódio é supérfluo nos caminhos do céu
A menos seja o sonho vendo-me cruzar de novo
Com lágrimas o mar da imortalidade.
Estrela do mar, sob o arco dourado de teus fogos
Já não conheço a noite que é só noite.

ODISSEUS ELYTIS


publicado por henrique doria às 09:58
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Sábado, 24 de Julho de 2004
E DE SÚBITO É NOITE
Estamos sós no coração da terra,
atravessados por um raio de sol:
e de súbito é noite.

SALVATORE QUASIMODO


publicado por henrique doria às 10:17
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A POESIA
"A poesia, quando muito, é a libertação do mal, tal como a prece é a libertação do pecado"

ALDA MERINI


publicado por henrique doria às 10:01
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2004
CIGANA,LEÃO E GUITARRA, por Henry Rousseau
09-post-imp_Rousseau_Gypsy-Lion-Guitar-pq.jpg


publicado por henrique doria às 23:58
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