blog filosófico, cultural e político
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
NÃO SÃO DE CAMPONÊS AS MINHAS MÃOS

 

Não são de camponês as minhas mãos.

Não são minhas.

Mas na minha alma germinam

Sementes de girassol

Que veem debicar os pássaros de Outono.

 



publicado por henrique doria às 10:20
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A ALEMANHA IMPERIAL E OS SEUS SATÉLITES

Há factos que são inquestionáveis: apesar das aldrabices e da corrupção do governo grego da Nova Democracia, as coisas começaram o correr mal sobretudo quando o governo de Papandreou tentou atrasar o pagamento dos seis submarinos que a corrupção dos alemães fez com que os gregos comprassem, e dos caças que o governo francês também impingiu à Grécia através da corrupção. E, em Portugal, com a pressão para que Sócrates pagasse de imediato os submarinos que a corrupção, durante o governo PSD/CDS, levou o país a comprar aos alemães. Isto é, exigia-se que Portugal pagasse sem que as famosas contrapartidas estivessem a ser MINIMAMENTE, cumpridas.

Portugal e a Grécia, que poderiam invocar o não cumprimento dos contratos por parte dos alemães para recusarem o pagamento imediato dos submarinos, aceitaram ser encostados à parede e pedir dinheiro aos alemães para pagarem as dívidas resultantes da corrupção que os alemães tinham levado a cabo em ambos os países. Dinheiro que os bancos alemães pediram ao Banco Central Europeu, que lho emprestou a 1%, e que, por sua vez, eles emprestaram a Portugal a 5,5%.

Já tinham ganho milhões com a corrupção dos negócios de submarinos na Grécia e em Portugal, e passaram a ganhar ainda mais com os empréstimos leoninos que impuseram a Portugal e à Grécia.

Entretanto, Passos Coelho dá o seu ar de honesto a dizer que morde a língua para pagar as dívidas da corrupção.

É pena que não faça o mesmo para pagar aos funcionários públicos o seu trabalho honesto, e aos reformados a reforma a que têm direito por quarenta anos de descontos.



publicado por henrique doria às 10:06
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
DEUTSCHLAND ÜBER ALLES

Um economista conservador, BARRY EICHENGREEN escreveu no EXPRESSO de ontem uma verdade com a qual estou totalmente de acordo: o euro está sobrevalorizado, e a competitividade da Europa só se recupera com uma desvalorização do euro de, pelo menos, 30%. Note-se que, em 2003, o euro valia  cerca 0,85 dólares.
Porquê esta valorização com prejuízo notório para as economias do sul da europa?
Só porque interessa à finança alemã. Os bancos alemães estão a beneficiar de um euro forte através  de colossais depósitos a CUSTO ZERO vindos de todo o mundo, que depois emprestam ao resto a Europa a juros elevados ou, até, criminosos.
E compram ainda tudo o que podem comprar ao desbarato.
Como fazer baixar  o câmbio do euro?
Simplesmente através de emissões enormes de moeda destinadas a pagar a dívida dos PIGS, particularmente a dívida extrauropeia, para não provocar a inflação dentro da Europa.
É o que tem feito a América.
Porque é que a ALEMANHA não o quer?
Porque está apostada na política NAZI traduzida no slogan DEUTSCHLAND ÜBER ALLES, levada a cabo não através das divisões panzer mas através da sua finança, encabeçada por esse DR. STRANGLOVE que é o seu ministro SCHÄUBLE.
Os governos europeus, nomeadamente o de PASSOS COELHO, fazem apenas o papel que, noutros tempos, fizeram os traidores do governo de Vichy.
Mas a História não os absolverá.



publicado por henrique doria às 13:34
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
EUROPA, OU A NAVE DOS LOUCOS

 

A União Europeia nasceu da necessidade de preservar a paz alcançada com o fim

da segunda das guerras ditas mundiais que foram, no entanto, sobretudo europeias.
Mas cedo os europeus, em particular os franceses e alemães, perceberam que, no
contexto mundial, o seu poder económico estaria a enfraquecer, pelo que os
desígnios económico e social, a par do desígnio cultural, passaram a ser a
essência da Comunidade Económica Europeia, depois transformada em União
Europeia.

Procurando alcançar a estabilidade financeira, considerada como condição do

progresso económico, o Tratado de Maastricht erigiu a inflação e o défice público

como os grandes inimigos da estabilidade financeira, e a moeda única como

instrumento essencial para os combater. Acreditando em simulacros como os

mercados e a concorrência, a fé liberal sobrepôs-se à democracia, a partir dos anos

80, afirmando que da ausência de inflação e de défices públicos adviriam grandes
ganhos em termos de eficiência, produtividade e competitividade.

O caminho passou a ser então uma redução drástica das funções do Estado, que

se pretendiam reduzidas às funções de polícia, como estava a acontecer nos EUA.
Consequência dessa redução das funções do Estado foi a transformação do
capitalismo de capitalismo económico em capitalismo financeiro. E como a
realidade tem demonstrado, o predomínio do capital financeiro tem conduzido a
uma rápida desindustrialização e a graves défices comerciais suportados com
empréstimos.

Optando pela redução dos impostos, a União Europeia não percebeu que isso irá

conduzir a uma degenerescência das infraestruturas essenciais ao crescimento da
economia- estradas, caminhos de ferro, pontes, portos, aeroportos, sistemas de
abastecimento de água e esgotos, como aconteceu na América.

Não percebeu que o êxito económico da China está na subordinação do capital
financeiro aos objetivos do capital económico, e na modernização acelerada das
daquelas infraestruturas essenciais ao desenvolvimento, muito mais que na
utilização de uma mão de obra quase escrava.

Infelizmente os líderes europeus recusam-se ler a obra de TIM HARFORD, 

O ECONOMISTA DISFARÇADO, obra onde são patentes as causas do
declínio do império americano e da ascensão do império chinês, e continuam

o desinvestimento em modernas infraestruturas, na agricultura e na indústria

dentro do espaço europeu,destruindo a economia e a coesão social dos países do

sul, política esta que conduzirá, necessariamente, à catástrofe, como o próprio FMI já

percebeu.

Num último delírio, a UE foi agora ao ponto de ilegalizar, nas suas leis
constitucionais ou para-constitucionais, o keynesianismo, precisamente a
doutrina económica que permitiu salvar a América da Grande Depressão de 1929

em que a lançaram as doutrinas liberais.

Ilegalizado como se ilegaliza um partido político ou uma confissão religiosa.

A Europa está hoje transformada numa nave dos loucos, comandada por uma
ex-comunista convertida ao liberalismo, navegando vertiginosamente em direção
ao abismo do Mar Tenebroso.



publicado por henrique doria às 10:23
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
O INSIGNI-FICANTE VASCO GRAÇA MOURA
 
Confesso que sou suspeito em relação a essa figura de aparathik do PSD que é Vasco Graça Moura. Sempre me pareceu que estava no PSD mas poderia estar no governo do Partido Comunista soviético a fazer o papel de Jdanov. Tem-se em alta consideração mas não passa de um razoável escritor menor. A tradução que fez da DIVINA COMÉDIA está a milhas da brasileira de CRISTIANO MARTINS.
Feita esta declaração de interesses, passo a comentar a sua medida de repudiar o uso do acordo ortográfico no CCB, e a gente que escolheu para o rodear.
1.
Esse insigni-ficante arrogante entende que está acima da lei.  Não percebe que a língua é uma coisa viva e que foda-se, a escrever-se à moda antiga, seria PHODA-SE, e poderia confundir-se com qualquer operação de poda de uma árvore, o que poderia ter consequência terríveis.
2.
Não quer perceber a importância que esse acordo tem para o estabelecimento de uma comunidade lusófona e para a defesa da língua portuguesa no mundo, incluindo para a preservação da importância do próprio dialeto do português de Portugal.
Também não admira que tenha levado para o rodear gentalha subserviente do PSD de Passos Coelho, nomeadamente um tipo que dá pelo nome de Luís Campos Cunha, que recentemente afirmou que a cultura deve dar lucro - isto é, em vez de se ouvir Schubert ou Mozart deveria ouvir-se no CCB Tony Carreira ou Ruth Marlene, que é o único modo de a "cultura" dar lucro.
3.
MAS SERÁ QUE NINGUÉM OS PODA ( sem ph)?


publicado por henrique doria às 22:21
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