blog filosófico, cultural e político
Sexta-feira, 23 de Março de 2012
OS APRENDIZES DE FEITICEIRO E O ARTISTA RELVAS

 

 (artigo publicado no GRANDE PORTO de hoje)

Somos governados por aprendizes de feiticeiro, que estão apostados em transformar o ferro em ouro e, para isso, não hesitam em transformar os homens em homúnculos.

Mas, como no poema de Goethe e na música de Paul Dukas, estes aprendizes de feiticeiro só conseguem espalhar a desordem e a desgraça.

Um exemplo, e transcrevemos dados do sítio da net Economia e Finanças:

“Ao segundo mês do ano as contas da Síntese de Execução Orçamental (escolher março de 2012) indiciam que as coisas podem estar a correr muito mal…

“(…) O valor provisório do défice do Estado até fevereiro de 2012 situou-se em 799 milhões de euros, que  compara com um défice de 274 milhões de euros em igual período do ano anterior.

A receita efetiva registou um decréscimo de 4,3%...

A despesa efetiva cresceu 3,5…

E isto continuará, até que alguém pegue na vassoura do poema e os varra. O que não é fácil: os aprendizes de feiticeiro são artistas da basófia e da mentira.

Por exemplo: o artista que desempenha também das funções de ministro e dá pelo nome de Relvas, referindo-se à contestação da lei que aí vem sobre as freguesias, falou dos que a contestam como sendo os que espalham o medo.

Deveria estar a referir-se a si próprio e aos seus companheiros de governo, com toda a certeza. Esses sim, sabem como espalhar o medo, senão o terror nas relações sociais e empresariais. O desemprego, a precarização do trabalho, a redução dos salários, o empobrecimento das classes médias, tudo instrumentos de terror social, são a sua especialidade, sendo certo que são ignorantes em tudo menos no cinismo, na maldade e nas táticas de terror social.

Tentam convencer-nos que  s e empresariais. O desemprego, a precarização do trabalho, a redução dos salários, o emprobrecimento das classes médias, tudo instrumentos de terror social, são a sua especialidade, sendo certo que são ignorantes em tudo menos no cinismo, na maldade e nessas táticas de terror.
Tentam convencer-nos que extinguir freguesias que representam um milésimo da nossa despesa é um ato de coragem.
Mas não, é uma ação de propaganda que Goebels não desdenharia.
Coragem seria enfrentar a rapina das parcerias público/privadas, do monopólio da EDP e do oligopólio dos combustíveis e da distribuição, que sufocam o crescimento da economia e depauperizam as classes médias e baixas.
Coragem seria enfrentar, no exterior, o imperialismo alemão que corrompe o sul da Europa com a venda de armas, vai buscar dinheiro quase dado ao BCE, e vende-o a preço elevado aos governos dos desgraçados PIGS para estes lhe pagarem a corrupção no negócio das armas, e ainda por cima os insulta e humilha.
Mas, quanto a isso, mostram-se o Relvas e seus amigos de governo mais submissos que rafeirinhos.extinguir freguesias que representam um milésimo da despesa do Estado, mas cuja existência representa muito para as suas populações, particularmente para as populações do interior a morrer pela desertificação progressiva, é um ato de coragem.

Mas não, é uma simples ação de propaganda de artistas aprendizes de feiticeiro.

Coragem seria enfrentar a rapina das parcerias público/privadas, o monopólio da EDP, Coragem seria enfrentar a rapina das parcerias público/privadas, do monopólio da EDP e do oligopólio dos combustíveis e da distribuição, que sufocam o crescimento da economia e depauperizam as classes médias e baixas.
Coragem seria enfrentar, no exterior, o imperialismo alemão que corrompe o sul da Europa com a venda de armas, vai buscar dinheiro quase dado ao BCE, e vende-o a preço elevado aos governos dos desgraçados PIGS para estes lhe pagarem a corrupção no negócio das armas, e ainda por cima os insulta e humilha.
Mas, quanto a isso, mostram-se o Relvas e seus amigos de governo mais submissos que rafeirinhos.o oligopólio dos combustíveis e da grande distribuição, a negociata da Lusoponte e outras que sufocam o crescimento da economia e depauperizam as classes médias e baixas.

Coragem seria enfrentar no exterior o imperialismo alemão que corrompe o sul da Europa com a venda de armas, vai buscar dinheiro quase dado ao BCE e vende-o a preços especulativos aos governos dos desgraçados PIGS para que estes lhe paguem a dívida resultante da corrupção no negócio das armas e, ainda por cima, os insulta e humilha.

Mas, quanto a isso, mostram-se o Relvas e os aprendizes de feiticeiro do governo mais submissos que rafeirinhos.



publicado por henrique doria às 21:39
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Sexta-feira, 9 de Março de 2012
AUTORETRATO COM PAISAGEM NO FUNDO DE MIM

 

Sou um mercador

De tudo

E de sonhos.

Compro e vendo sonhos

Belos e inúteis

Pedrinhas

Pedacinhos se ossos

Que o mar despedaçou.

Vendo o ouro das estrelas

Perdidas em volta

Até a água

Que a terra tragou.

 

E choro ao vender a tristeza que comprei

E a criança e o sonho que sempre serei.

 

 



publicado por henrique doria às 22:56
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A CLASSE POLÍTICA E A NAÇÃO
 
(artigo publicado no GRANDE PORTO de 9/3)
 
A classe política que governa este malfadado Portugal, usando as palavras de D. Pedro IV, é um caso dramático de arrogância que só tem paralelo na sua ignorância, e de fé que só tem paralelo na sua má fé. Um secretário de estado de apelido Moedas fez num conhecido semanário uma sessão de propaganda, escrevendo:

1º Os país está no caminho do sucesso, pois o défice estrutural foi reduzido em 4 pontos percentuais do PIB.

Esse mesmo rapaz, ainda há uns meses, no seu palco diário nas televisões, verberava o governo Sócrates por diminuir o défice à custa da engenharia financeira. Mas agora que o seu baixou o défice através da fraude da transferência do fundo de pensões dos bancários para o Estado, transferência que será um fardo maior para as futuras gerações do que as parcerias público-privadas, agora a fraude transformou-se em virtude e o fardo em sucesso. E mais disse: 2º O governo tem feito reformas que trazem competitividade às empresas, condições de investimento e criação de postos de trabalho. Não vimos nada disso, mas só diminuição dos salários, precarização dramática do trabalho, desemprego galopante.

É certo que conseguiu baixar os custos do trabalho, instalar o sofrimento e o medo nos trabalhadores e nas classes médias. Mas se pensa que com isso o país ganhou competitividade está enganado. Este governo ainda está longe de conseguir os horários de trabalho escravo e os baixos salários que ainda têm os chineses. Seria necessário uma baixa dos salários em 50% e 10 horas de trabalho diárias para chegar ao nível dos chineses. E mesmo isso não seria suficiente, porque os chineses têm um investimento em capital físico, uma qualificação dos recursos humanos, tecnologia, nível educacional e uma organização e capacidade de gestão superiores aos nossos.

Mas a desgovernação destes rapazes não seria possível sem o apoio de respeitáveis senhores. Um deles é António Nogueira Leite. Não foi por acaso que, ao lado do secretário Moedas, este senhor escrevia sobre as virtudes do governo mínimo dos chilenos, dizendo que é este governo mínimo e um baixo endividamento público que tem trazido ao Chile taxas de crescimento do PIB de 5%, nos últimos 10 anos. Bem sabe que isso é falso, e a sua fé no Estado mínimo é pura má fé. Bem sabe que a economia chilena se baseia nas exportações de cobre, que representa 40% dessas exportações. E que o preço do cobre mais que triplicou no mercado mundial nos últimos 10 anos. E que o resto das exportações do Chile é constituído por lítio, ferro, zinco, ouro, prata, cuja subida de preços é desnecessário referir.

Dada o aumento dos preços das exportações chilenas, tudo o que fosse um crescimento inferior a 10% ao ano seria mau desempenho. Não temos fé de que com uma maior intervenção do Estado no Chile as coisas correriam, de certeza, muito melhor. Também aí poderia haver submarinos, parcerias público-privadas, BPN e Madeiras.

Mas temos a certeza que uma governação honesta, capaz e mais intervencionista na economia conduziria o Chile, ou Portugal, tal como sucede nos países nórdicos, a um muito maior e sustentado crescimento da economia.





publicado por henrique doria às 22:24
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Domingo, 4 de Março de 2012
COMIGO NÃO SE DEITAM CORAÇÕES OBEDIENTES
 
Fui ontem ouvir e ver A NAIFA ao lindíssimo TEATRO CIRCO de BRAGA.Os belos poemas de Maria do Rosário Pedreira e Adília Lopes, admiravelmente musicados, ganham na voz de Mitó Mendes uma força que transforma outras bandas, não só nacionais mas a nível mundial, em meninos de coro. Que força, que alma a de Mitó Mendes, que não recua a enfrentar a própria voz, quase até à agressão.COMIGO NÃO SE DEITAM CORAÇÕES OBEDIENTES é algo de diferente no panorama da música ligeira - em todo o mundo! Com a diferença de ser universal e tão, tão português.
Passei a ser um CORAÇÃO OBEDIENTE à NAIFA


publicado por henrique doria às 22:50
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