blog filosófico, cultural e político
Domingo, 5 de Fevereiro de 2006
EL HOMBRE TRISTE
Lloran voces sobre mi corazón...
No más pensar en nada.
Despierta el recuerdo y el dolor,
Tened cuidado con las puertas mal cerradas.

Las cosas se fatigan.

En la alcoba,
Detrás de la ventana donde el jardín se muere,
Las hojas lloran.

En la chaminea languidece el mundo.
Todo está obscuro,
Nada vive,
Tan sólo en el ocaso
Brillan los hojos del gato.

Sobre la ruta se alejaba un hombre.

El horizonte habla,
Detrás todo agonizaba.
La madre que murió sin decir nada
Trabaja en mi garganta

Tu figura ilumina al fuego
Y algo quiere salir.
El chorro de água en el jardín.

Alguien tose en la otra pieza,
Una voz vieja.
Cuán lejos!

Un poco de muerte
Tiembla en los rincones.

VICENTE HUIDOBRO


publicado por henrique doria às 22:32
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9 comentários:
De Anónimo a 7 de Fevereiro de 2006 às 23:25
Belo poema, mas muito triste mesmo. Curioso que a única coisa que reluz sejam os olhos do gato e haja um jorro de água que quer sair ... de resto tudo é silêncio, morte, escuridão.

Um beijo

Pink
(http://firebud.blogspot.com/)
(mailto:the_pink_lady@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Fevereiro de 2006 às 22:23
Gostei muito de ler, apesar da melancolia desta casa. "El chorro de água en el jardín..." ou dos próprios olhos. Um beijinho.Pamina
(http://bonamusica.blogspot.com)
(mailto:bonamusica@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Fevereiro de 2006 às 13:18
"...Tu figura ilumina al fuego/
Y algo quiere salir./
El chorro de água en el jardín..." -
Linda esta escolha e poema de Vicente Huidobro.
Beijinhos.Maria do Céu Costa
(http://www.adireccaodovoo.blogspot.com)
(mailto:mariaceucosta@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Fevereiro de 2006 às 12:24
É belo, este poema, mas o teu poema anterior (deixei lá um comentário) é uma respiração profunda!
Fraterno abraço.
Rrisocordetejo
(http://risocordetejo.blogspot.com/)
(mailto:so_risos@hotmail.com)


De Anónimo a 6 de Fevereiro de 2006 às 13:34
"Sê feliz por um instante; esse instante é a tua vida."

Omar Khayyam (Sécs. XI-XII)Aspásia
(http://o-jardim-de-aspasia.blogspot.com)
(mailto:leoeng@sapo.pt)


De Anónimo a 6 de Fevereiro de 2006 às 02:27
São belas as palavras. Talvez seja da sua tristeza. Foi bom recordar essa voz do Chile. lazuli
(http://mylazuli.blogspot.com)
(mailto:mybluee@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2006 às 23:58
"Vêem-se a brilhar os olhos verdes do gato". Parece ser a única coisa viva neste quadro tão melancólico.Luisa
(http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:luisa34@netcabo.pt)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2006 às 23:09
*HENRIQUE*,
AQUI* estou lendo o mais que posso!
Sou pouco assidua (involuntariamente!), mas, nao Desatenta!!!

Salvador DALI*, vejo no "POST" abaixo!
Excelentes ESCOLHAS!

FIQUE EM SAUDE E ALEGRIA!
Um Abraco.
Heloisa B.P.
**************Heloisa B.P.
(http://www.heloisaconversandocomaspalavras.blogspot.com)
(mailto:heloisawithoutpoetry@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2006 às 22:58
Obrigada pela tua visita ao ecosdotempo.
Quanta tristeza neste poema, mostra um etado de alma! Arriba!jo
(http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:mjoaojara@sapo.pt)


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