blog filosófico, cultural e político
Domingo, 8 de Janeiro de 2006
SANTOS
Santos, para mim, são os apaixonados dos homens, e não os epilépticos de Deus.
Francisco de Assis foi santo, o Mahatma foi santo. Não o foram, porém, Teresa de Ávila e João da Cruz.
Estes salvaram-se só pela poesia. Que é também, com a santidade, um modo, embora menor, de salvação.

HENRIQUE DÓRIA - Fragmentos


publicado por henrique doria às 22:56
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4 comentários:
De Anónimo a 11 de Janeiro de 2006 às 00:17
Caro Henrique, olha, concordo com o que dizes e também com outra coisa: que santos somos todos, é só uma questão de papéis, umas vezes sim, outras pelo contrário; o ciclo não pára e a salvação está em respirarmos e não nos preocuparmos muito em classificar os santos. Nem os outros. Porque estamos sempre a falar de nós. Aliás, mesmo que não o saibamos, apenas falamos de nós. Como exercício intelectual, acho piada. Mas não confundamos as taxonomias do vaticano com a natureza. A natureza é verdadeiramente democrática em matéria de distribuição de santidade. Ainda que o não pareça.
risocordetejo
(http://risocordetejo.blogspot.com/)
(mailto:so_risos@hotmail.com)


De Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 09:42
‘O que é um santo? Um santo é alguém que atingiu uma remota possibilidade humana. É impossível dizer o que é essa possibilidade. Acho que tem que ver com a energia do amor. O contacto com essa energia resulta no exercício de uma espécie de equilíbrio no caos da existência. Um santo não dissolve o caos; se o fizesse, o mundo já teria mudado há muito tempo. Nem acho que um santo dissolva o caos para si próprio, pois há alguma coisa de arrogante e parecido com uma guerra na noção de um homem a pôr ordem no Universo. É uma espécie de equilíbrio que constitui a sua glória. Ele cavalga os penhascos como um céu fugitivo. O seu percurso é a carícia da colina. O seu trilho é o desenho da neve num momento da sua combinação com o vento e a rocha. Alguma coisa nele ama tanto o mundo que se entrega às leis da gravidade e da sorte. Longe de voar com os anjos, ele traça com a fidelidade de uma agulha de sismógrafo o estado da sólida e sangrenta paisagem. A sua casa é perigosa e finita, mas sente-se em casa no mundo. É capaz de amar a forma dos seres humanos, as delicadas e retorcidas formas do coração. É bom ter entre nós homens desses, monstros de equilíbrio do amor.’ - Leonard Cohen, “Beautiful Losers” (1966)


manchinha
(http://manchinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:e_manchinha@sapo.pt)


De Anónimo a 9 de Janeiro de 2006 às 21:59
Meu querido Henrique,
ainda não enviaste para a Estela os poemas que leste lá.
Era importante.
Se não tiveres o endereço ,vai ao "triplov" e tens lá o endereço dela.
Não deixes de o fazer,afinal estivemos juntos na partilha.

A propósito do "post": teremos que nos salvar?Ou só temos que saber quem somos?


TBF
***maat7
(http://ardeoazul3.blogspot.com)
(mailto:0140538601@netcabo.pt)


De Anónimo a 9 de Janeiro de 2006 às 20:20
Esses que chamas o epiléticos de Deus, são pessoas especiais, grandes místicos, que pela sua oração fazem a ponte entre Deus e os santos mais "humanistas". Muitos destes santos estavam em contacto, por escrito, com esses místicos e a eles devem o ter conseguido cumprir a missão na terra a que se tinham proposto. Isto, é claro, é a opinião de uma católica que acha que o mundo só avança com muita obra, sim, mas também com muita oração. Luisa
(http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:luisa34@netcabo.pt)


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