blog filosófico, cultural e político
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005
CRISTO
Nada de estranho no nascimento de Cristo, sabendo-se a carga cultural e religiosa do tempo em que nasceu.
Como o deus egípcio Ápis, encarnação do deus Phtah, elemento de uma trindade como a cristã, que passava por ter nascido de uma toura virgem fecundada pelo fogo do Céu, Cristo teve como mãe uma jovem virgem também fecundada pelo fogo celeste do Espírito Santo.
A mãe de Cristo ou, como os católicos dizem, a mãe de Deus, era virgem como Artemis, a deusa de inúmeros seios que tinha o centro do seu culto, na época romana, em Éfeso. Em Éfeso, precisamente a cidade onde o bispo egípcio Cirilo e o bispo efésio Mémnon, através da violência e de uma escandalosa currupção, conseguiram, contra a vontade maioritária do concílio, fazer aprovar um decreto que impunha o dogma da virgindade de Maria, no século V depois de Cristo.
A própria imagem de Cristo, tal como foi divulgada depois do século II, realça as estranhas metamorfoses dos seres no tempo.
Sabe-se que Cristo era baixo, entroncado, ligeiramente careca, e moreno como todos os judeus. A imagem de homem esguio, de louros cabelos compridos e barba também loura, não passa da imagem de Apolónio de Tiana que, com a de Cristo, ocupava o templo particular do bom imperador Alexandre Severo.
Terão ambos nascido no mesmo ano,mas enquanto Apolónio de Tiana teve uma vida longa, uns noventa e quatro anos, Cristo teve uma vida breve.
Enquanto Apolónio de Tiana foi cidadão do mundo, que viajou desde a Espanha até à Índia, e chegou mesmo a dirigir-se à Etiópia, para aprender com a seita gimnofisita, e se interessava por agir políticamente para melhorar o mundo do seu tempo, Cristo foi um judeu arreigado à sua terra, que nunca deixou, a Palestina, um judeu que fugia aos conflitos com o poder político romano, que em vez de estar voltado para o Homem, como Apolónio de Tiana, estava voltado para o Deus dos Judeus.
Ambos foram considerados magos e profetas no seu tempo. Mas Apolónio foi um ser bem mais humano que Cristo.
Não teve fanáticos a segui-lo para transformarem a sua pregação numa religião triunfante, para dele fazerem um Deus.
Mas a sua profunda humanidade não deixou de o transformar num ser divino.

HENRIQUE DÓRIA-Aforismos



publicado por henrique doria às 22:16
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6 comentários:
De Anónimo a 24 de Dezembro de 2005 às 17:11
Olá Henrique,
Gostei do teu post algo "contra-corrente". Obrigada pelos teus votos de bom Natal. Um Feliz Natal também para ti e um óptimo 2006. Até à próxima oportunidade. Entretanto, um grande beijinho meu e um abraço do Viktor. Pamina
(http://bonamusica.blogspot.com)
(mailto:bonamusica@sapo.pt)


De Anónimo a 24 de Dezembro de 2005 às 16:44
Olá meu Amigo Henrique Doria.
Quanto a esta visão de Cristo, discordo, mas disso teremos (talvez) oportunidade de falar(pessoalmente) quando acontecer...
A minha vinda aqui hoje (creio que a primeira) é para desejar um Natal de Paz e Luz, ainda que Nele não acredite.
Um beijo enoooooooooorme da
Maria MamedeMaria Mamede
</a>
(mailto:maria.mamede@blogs.com)


De Anónimo a 24 de Dezembro de 2005 às 13:12
Boas festas! BeijosMAR Y SOL
(http://ricavida.blogs.sapo.pt)
(mailto:marysol@sapo.pt)


De Anónimo a 24 de Dezembro de 2005 às 12:27
Obrigado, Henrique. Voltarei para te ler. Agora só quero deixar-te o meu desejo de Festas Felizes.
Um bjo e um doce sorrisoamita
(http://brancoepreto.blogs.sapo.pt)
(mailto:amitaf324@hotmail.com)


De Anónimo a 24 de Dezembro de 2005 às 03:47
Bom texto! Vim desejar-te um Natal muito Feliz e a todos que te acompanham. Um abraço carinhoso ;)Menina_marota
(http://meninamarota.blogspot.com)
(mailto:Menina_marota@sapo.pt)


De Anónimo a 24 de Dezembro de 2005 às 02:24
Um Natal muito feliz. Beijos grandesyulunga
(http://yulunga.blogs.sapo.pt)
(mailto:yulunga1@sapo.pt)


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