blog filosófico, cultural e político
Domingo, 5 de Dezembro de 2010
BEBE O PURO FOGO

António Carmo

 

Bebe o puro fogo

Aquele que consome o bosque

E os aloés.

Morde a água

Aquece-te no vento e na tempestade

Oferece à montanha o coração

Caído.

 

Incendeia-te no vinho do deserto

Que veio com o maná da noite,

 

Voa

Com o teu vestido branco

E o teu cinto vermelho

Constrói a abóbada celeste.

Enche-te de estrelas

E de pérolas

Até ao horizonte.

 

Descobrirás assim o teu anjo

Aquele que te guarda as portas da dor

E do paraíso.



publicado por henrique doria às 15:19
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3 comentários:
De Caínha a 5 de Dezembro de 2010 às 17:14
"it is better to burn out than to fade away", foi a frase que me veio à mente ao ler este poema.
A segurança, o conformismo, é uma forma lenta de extinção.
É preciso beber o fogo puro, mesmo quando ele queima as entranhas ...mas às vezes também é necessário dar tempo à pele para cicatrizar rsrsr
Gostei do poema, apreciei-o como escrita e como mensagem.
Beijo


De banshee a 7 de Dezembro de 2010 às 12:22
Gostei do poema, dá que pensar! Às vezes não precisamos de chegar às portas do paraíso para descobrirmos o que está sempre connosco!! gostei especialmente da pintura do António Carmo, sou fã dele, boa escolha ;)


De henrique doria a 18 de Dezembro de 2010 às 15:42
O António Carmo é desigual, mas chega a ser excelente, como aqui


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